quinta-feira, 12 de outubro de 2017

O conto literário - A incapacidade de ser verdadeiro (Carlos Drummond de Andrade)

O que é um conto?

O conto é um texto narrativo do gênero literário. Ele tem o foco em um fato ou um determinado acontecimento, geralmente é uma ficção, ou seja, é uma história inventada. Os contos são fantasiosos, histórias de faz-de-conta que são, geralmente, contadas para as crianças.
O conto possui um narrador, que é quem conta a história e um enredo, ou seja, a história é dividida em começo, meio e fim.

Existem vários tipos de contos: contos de fadas, contos maravilhosos, contos de ficção cientítica, contos de terror, contos fantásticos, etc.

Características do conto

A principal característica de um conto é o seu tamanho, pois o conto é um texto pequeno, menor que um romance. Porém, mesmo sendo pequeno, ele possui um enredo completo, e até um clímax, que é o momento mais importante da história. No conto a quantidade de personagens é pequena, por isso que é fácil memorizá-lo.
Temos no conto a introdução ou apresentação, o desenvolvimento ou complicação, o clímax e a conclusão ou desfecho.


A INCAPACIDADE DE SER VERDADEIRO

Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões da independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas.
A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo, e ele provou e tinha gosto de queijo.
Desta vez Paulo não só ficou sem sobremesa como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias.          
Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da Terra passaram pela chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico. Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça:          
 Não há nada a fazer, Dona Coló. Esse menino é mesmo um caso de poesia.            
                              
ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. 7. ed. Rio de Janeiro: Record, 2006.

Interpretação do texto

1) Que fatos conduziram as pessoas a acreditar que Paulo era mentiroso?
Paulo ter dito que vira no campo dois dragões da independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas, ou seja, ele relatava fatos improváveis e impossíveis de acontecer na realidade.

2) Mesmo sendo castigado, Paulo continua a relatar à mãe situações fantasiosas. Por que você acha que isso ocorre?
Porque Paulo era uma criança com muita imaginação e que gostava de imaginar situações e histórias.

3) Releia o diagnóstico do médico: “ Não há nada a fazer, Dona Coló. Esse menino é mesmo um caso de poesia”. A afirmação do médico confirma a ideia de que Paulo é mentiroso? Explique sua resposta.
Não, o médico apenas afirma que Paulo era uma criança que tinha muita imaginação e dons poéticos.

4) Depois de ler o texto, explique por que Paulo é incapaz de ser verdadeiro.

Paulo é incapaz de ser verdadeiro, considerando o ponto de vista de sua mãe. Na verdade, ele apenas criava outra realidade, a “realidade” da fantasia, do sonho, da imaginação. A imaginação do personagem vai além de uma visão comum das coisas. O poeta é alguém que dá outro significado às palavras e à forma de ver o mundo.

5) Que outro título você daria ao conto?
Resposta pessoal.

6)  Assinale as alterantivas corretas sobre o conto:

X ) Paulo é um menino que tem muita imaginação.
(    ) O médico descobriu que Paulo sofre de uma doença incurável.
(    ) Paulo é realmente uma criança mentirosa na opinião do médico.
X )  Mesmo após os castigos Paulo contiunou a inventar histórias para a mãe.

7) O parecer do médico "Este menino é mesmo um caso de poesia", sugere que Paulo

(A) agia dessa forma pelo excesso de castigo.     
(B) brincava com coisas verdadeiras.
(C) era um menino imaginativo e criativo.          
(D) estava precisando do carinho familiar.

8) Dona Coló castigava o filho porque acreditava que ele estivesse

(A) brincando.   (B) sonhando.   (C) mentindo.   (D) teimando.

9) O tema do conto é:

(A) Preguiça    (B) Castigo    (C) Imaginação   (D) Sonho



Andreia Cristina da Silva. Bolsista Subprojeto PIBID - Curso de Licenciatura em Pedagogia - Universidade Estadual de Goiás (UEG) Câmpus Quirinópolis, Goiás. Fonte: Diário de Campo, 2014 a 2017. PIBID - Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência - CAPES - Brasil.
Coordenadora de Área: Andreia Cristina da Silva.




quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Encerramento Projeto Semana da Criança

Lembrancinha Dia das Crianças
Pibid Pedagogia UEG Quirinópolis




Quirinópolis - PIBID Pedagogia realiza encerramento do Projeto Semana da Criança

O Subprojeto PIBID Pedagogia da UEG Quirinópolis realizou no dia 10 de outubro o encerramento do projeto Semana da Criança. O Dia das Crianças deve ser comemorado na escola de tal modo que esta data se torne inesquecível para todas as crianças. Assim, com o objetivo de dar à data a relevância que ela merece foi pensado o projeto do terceiro bimestre o qual contempla as comemorações do dia da criança. Este projeto foi desenvolvido no Colégio Estadual Presidente Castelo Branco (E.T.I.) e está em sua 4ª edição, as atividades foram realizadas de agosto a outubro de 2017. O principal objetivo do projeto é valorizar a infância por meio de músicas infantis, brincadeiras folclóricas, jogos e atividades lúdicas. O projeto envolveu também atividades de leitura e produção escrita dos gêneros textuais previstos para o 3º bimestre e apresentações culturais.

No mês de agosto, as bolsistas apresentaram o projeto para os estudantes com uma breve introdução sobre a a instituição oficial do dia da criança no Brasil e explicaram que a incorporação da data no calendário do país é de fato importante, contudo o Dia das Crianças não deve ser apenas celebrado pelo comércio que se utiliza das datas comemorativas para aumentar as vendas. Essa data deve servir para refletir sobre os direitos das crianças de todo o mundo e também para buscar formas de acabar com a violência contra elas e a exploração do trabalho infantil. Além disso, deve ser utilizada para promover o desenvolvimento artístico, intelectual e cultural das crianças por meio de atividades que envolvam a leitura, a escrita, os jogos, o teatro, a música, o desenho e a dança. Para desenvolver as ações do projeto, durante as reuniões de formação as bolsistas estudaram as características de cada gênero e elaboraram as atividades de leitura e escrita para serem trabalhadas semanalmente no Colégio. Com a turma do 1º Ano os gêneros textuais trabalhados foram poemas, tirinhas e canções, no 2º Ano convites e receitas culinárias, no 3º Ano notícias e contos populares, no 4º Ano notícias e cartuns e no 5º Ano reportagens e charges.

Na culminância do projeto os estudantes do 1º ano apresentaram a dublagem da cantiga “A Linda Rosa Juvenil”, com a direção da bolsista Iuly Silva Barcellos. Os estudantes do 2º Ano apresentaram a declamação do poema “Era uma vez um gato xadrez”, com a direção da bolsista Márcia Regina Feitosa Santos. Os estudantes do 3º Ano apresentaram um coral com a música “Uni Duni Tê”, com a direção da bolsista Daline Mariana dos Santos Machado. Os estudantes do 4º ano apresentaram a dublagem da música  “Pano Encantado” com a direção da bolsista Patrícia Rosa Soares. Os estudantes do 5º Ano apresentaram a peça teatral “A Formiguinha e a Neve” e um número de dança com a música “Primavera” com a direção das bolsistas Alessandra Silva Costa e Estefane Serafim de Oliveira. No final das apresentações culturais a turma do 2º Ano fez uma homenagem aos professores com um coral com a música “Ao Mestre com Carinho”.


Todas as atividades e ações realizadas contaram com o apoio da Supervisora de Área do PIBID, professora Dinamar Martins de Oliveira, dos professores, do grupo gestor do Colégio Estadual Presidente Castelo Branco (E.T.I.) e dos estudantes matriculados de 1º ao 5º Ano. O principal objetivo do projeto foi desenvolver o gosto pela leitura e a prática da escrita por meio da participação em oficinas de contação de histórias, de leitura de poemas, tirinhas, cantigas e trava-línguas, da encenação de peças teatrais e da produção de convites, receitas culinárias, notícias, charges e cartuns. No dia do encerramento todas as crianças receberam lembrancinhas das pibidianas e ganharam um festa promovida pelo grupo gestor.


Por Andreia Cristina da Silva
Coordenadora de Área do Subprojeto PIBID Pedagogia,
Universidade Estadual de Goiás
Câmpus Quirinópolis
Em: 10/10/2017


Estudantes do 5º Ano apresentação de dança - música Primavera
Foto: Isadora Leticia Silva


Estudantes do 5º Ano apresentação peça teatral A Formiguinha e a Neve
Foto Alessandra Silva Costa

Estudantes do 4º Ano - Apresentação dublagem da música Pano Encantado
Foto: Isadora Letícia Silva

Estudantes do 3º Ano - Apresentação do Coral "Uni Duni Tê"
Foto: Isadora Leticia Silva

Estudantes do 2º Ano - Declamação do poema Era uma vez um gato xadrez
Foto: Isadora Leticia Silva

Estudantes do 1º Ano - Apresentação A Linda Rosa Juvenil
Foto: Iuly Silva Barcellos

Andreia Cristina da Silva. Bolsista Subprojeto PIBID - Curso de Licenciatura em Pedagogia - Universidade Estadual de Goiás (UEG) Câmpus Quirinópolis, Goiás. Fonte: Diário de Campo, 2014 a 2017. PIBID - Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência - CAPES - Brasil.
Coordenadora de Área: Andreia Cristina da Silva.


Encerramento do Projeto Dia Nacional do Livro Infantil


Quirinópolis - PIBID Pedagogia realiza encerramento do Projeto Dia Nacional do Livro Infantil
O PIBID Pedagogia da UEG Quirinópolis realiza o encerramento do projeto Dia Nacional do Livro Infantil o qual foi desenvolvido no Colégio Estadual Presidente Castelo Branco (E.T.I.). O projeto já está em sua 4ª edição. Na primeira edição, em 2014, na segunda, em 2015, e, na 3ª, em 2016, as bolsistas priorizaram as obras do autor Monteiro Lobato e os gêneros  textuais em estudo. Na edição de 2017, o trabalho realizado pelas bolsistas contemplou os gêneros em estudo no 1º bimestre para cada ano do Ensino Fundamental.

No mês de fevereiro, as bolsistas apresentaram o projeto para os estudantes com uma breve introdução sobre a vida e a obra do autor Monteiro Lobato e explicaram porque o dia do aniversário do criador do Sítio do Picapau Amarelo foi escolhido para ser comemorado o Dia Nacional do Livro Infantil. O projeto priorizou a leitura e a produção de textos durante o primeiro bimestre em conformidade com os conteúdos previstos no Currículo Referência da Rede Estadual de Educação de Goiás.

Durante as reuniões de formação as bolsistas estudaram as características de cada gênero e elaboraram as atividades de leitura e escrita para serem trabalhadas semanalmente no Colégio. Com a turma do 1º Ano os gêneros textuais trabalhados foram gravuras, embalagens e contos de fadas. Na culminância do projeto os estudantes apresentaram a peça teatral “Chapeuzinho Vermelho”, com a direção das bolsistas Estefane Serafim de Oliveira e Iuly Silva Barcellos. Com a turma do 2º Ano os gêneros textuais trabalhados foram listas de palavras e contos de fadas. Na culminância do projeto os estudantes apresentaram o musical “Frozen: uma aventura congelante”, com a direção da bolsista Márcia Regina Feitosa Santos. Com a turma do 3º Ano os gêneros textuais trabalhados foram teatro e paráfrase. Na culminância do projeto os estudantes apresentaram a peça teatral “A galinha ruiva”, com a direção da bolsista Daline Mariana dos Santos Machado. Com a turma do 4º Ano os gêneros trabalhados foram contos populares e verbetes de dicionário. Na culminância do projeto os estudantes apresentaram uma dramatização do conto popular “Sopa de pedras” com um versão do conto escrita coletivamente pela turma, com a direção da bolsista Patrícia Rosa Soares. Com a turma do 5º Ano os gêneros trabalhados foram fábulas e manchetes. No dia do encerramento do projeto os estudantes apresentaram uma dramatização da fábula “Ratinha presunçosa”, com a direção da bolsista Alessandra Silva Costa.

Esta ação do PIBID Pedagogia contou com a participação do grupo gestor do Colégio Estadual Presidente Castelo Branco (E.T.I.), todo o corpo docente e também com os 135 estudantes. O principal objetivo do projeto foi desenvolver o gosto pela leitura e a prática da escrita por meio da participação em oficinas de contação de histórias, oficinas de leitura, a encenação de peças teatrais e a reescrita de contos de fadas, peças teatrais, fábulas e contos populares.


Por Andreia Cristina da Silva
Coordenadora de Área do Subprojeto PIBID Pedagogia, Câmpus Quirinópolis
Supervisora de Área Dinamar Martins de Oliveira

Bolsista Pibid Pedagogia UEG Câmpus Quirinópolis

Estudantes do 3º Ano do Ensino Fundamental - Colégio Estadual Presidente Castelo Branco (E.T.I)
Peça teatral - A Galinha Ruiva

Estudantes do 2º Ano do Ensino Fundamental - Colégio Estadual Presidente Castelo Branco (E.T.I)
Musical - Frozen: uma aventura congelante


 Estudantes do 1º Ano do Ensino Fundamental - Colégio Estadual Presidente Castelo Branco (E.T.I)
Peça teatral: Chapeuzinho Vermelho

   Estudantes do 4º Ano do Ensino Fundamental - Colégio Estadual Presidente Castelo Branco (E.T.I)
Dramatização: Sopa de Pedras

Exposição de Trabalhos Projeto Dia Nacional do Livro Infantil

Andreia Cristina da Silva. Bolsista Subprojeto PIBID - Curso de Licenciatura em Pedagogia - Universidade Estadual de Goiás (UEG) Câmpus Quirinópolis, Goiás. Fonte: Diário de Campo, 2014 a 2017. PIBID - Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência - CAPES - Brasil.
Coordenadora de Área: Andreia Cristina da Silva.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Conto Popular - O menino e o padre

Conto Popular ou Tradicional
Conto popular ou tradicional é um texto narrativo, em prosa ou verso, geralmente curto, cuja origem se perdeu no tempo. Criado e enriquecido pela fantasia popular, seu objetivo é entreter, divertir, embora também possa transmitir valores e visões de mundo de uma comunidade ou de um povo.
Por serem obras sem forma fixa e sem autoria conhecida, os contos populares sobreviveram ao longo do tempo num processo permanente de recriação e atualização. Como consequência, a linguagem desses contos é popular, acessível e eles apresentam fórmulas e enredos com os quais todas as pessoas podem se identificar. Outra característica é que os contos populares sempre têm por objetivo atingir e envolver a plateia. Além disso, nos contos populares há a presença de personagem-tipo.

Personagem-tipo: é aquele que não possui profundidade psicológica  representa não um indivíduo, mas um grupo, um perfil. Por exemplo: o esperto, o avarento, o conquistador, etc.








O menino e o padre

Um padre andava pelo sertão, e como estava com muita sede, aproximou-se duma cabana e chamou por alguém de dentro. 
Veio então lhe atender um menino muito mirrado. 
— Bom dia meu filho, você não tem por aí uma aguinha aqui pro padre? 
— Água tem não senhor, aqui só tem um pote cheio de garapa de açúcar! Se o senhor quiser... — disse o menino. 
— Serve, vá buscar. — pediu-lhe o padre.
E o menino trouxe a garapa dentro de uma cabaça. O padre bebeu bastante e o menino ofereceu mais. Meio desconfiado, mas como estava com muita sede o padre aceitou. 
Depois de beber, o padre curioso perguntou ao menino: 
— Me diga uma coisa, sua mãe não vai brigar com você por causa dessa garapa? 
— Briga não senhor. Ela não quer mais essa garapa, porque tinha uma barata morta dentro do pote. 
Surpreso e revoltado, o padre atira a cabaça no chão e esta se quebra em mil pedaços. E furioso ele exclama. 
— Moleque danado, por que não me avisou antes? 
O menino olhou desesperado para o padre, e então disse em tom de lamento: 
— Agora sim eu vou levar uma surra das grandes; o senhor acaba de quebrar a cabacinha de vovó fazer xixi dentro!

Nota: conto regional do nordeste, muito conhecido em quase todas as cidades do interior, de Pernambuco ao Maranhão. Origem desconhecida.


Atividades
1. Quais são os personagens do texto?
O padre e o menino.
2. O conto popular “O menino e o padre” é um texto narrativo e emprega o discurso direto que consiste na reprodução de maneira direta da fala dos personagens, ou seja, a reprodução integral e literal, introduzida por travessão. Nessa estrutura, as falas são acompanhadas por um verbo declarativo, seguido de dois pontos e travessão. Transcreva do texto um trecho em discurso direto.

"— Bom dia meu filho, você não tem por aí uma aguinha aqui pro padre?"
3. O que o menino ofereceu para o padre beber?
Ele ofereceu garapa ao padre.
4. Por que segundo o menino a mãe não queria mais a garapa?
Porque tinha uma barata morta dentro do pote.

5. Depois que o padre quebrou a cabaça, o menino disse que ia levar uma surra. Por qual motivo ele iria ser castigado?
Ele disse que seria castigado porque o padre havia quebrado a cabacinha da avó fazer xixi dentro.
6. Você acha que a atitude do menino foi correta? Comente.
Resposta pessoal.

7. No texto narrativo há a presença do narrador. Indique o tipo de narrador do conto “O menino e o padre”.
a) Narrador-observador: em terceira pessoa
b) Narrador-personagem: em primeira pessoa
c) Narrador-onisciente: em terceira pessoa - é aquele que sabe tudo (conhece até os                            pensamentos dos personagens).



Andreia Cristina da Silva. Bolsista Subprojeto PIBID - Curso de Licenciatura em Pedagogia - Universidade Estadual de Goiás (UEG) Câmpus Quirinópolis, Goiás. Fonte: Diário de Campo, 2014 a 2017. PIBID - Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência - CAPES - Brasil.
Coordenadora de Área: Andreia Cristina da Silva.




Pomba Colomba (Sylvia Orthof)



Pomba Colomba
Pomba Colomba estava arrumando a casa: varreu um canto, varreu outro canto, espanou a poeira. Aí, Pomba Colomba foi regar a roseira do quintal. Abriu a porta e achou uma cesta.
De dentro da cesta, saía um soluço triste. Era uma carta, que chorava baixinho:
— Ai, ai, ai!
Pomba Colomba tirou a carta da cesta, dizendo:
— Será que eu vou saber cuidar de uma carta abandonada?
A carta de nervoso, chorou mais alto:
— Ai, ai, ai, ui, ui, ui!
Pomba Colomba embalou a carta e cantou uma cantiga pra ela. A carta parou um pouco de chorar. Depois, voltou ao berreiro:
— Ai, ai, ai, ui, ui, ui, ai, ai, ai!
— O que foi que aconteceu com você, carta chorona? - perguntou Pomba Colomba.
A carta respondeu:
— Sou uma carta de amor, que quer chegar, mas não sabe o endereço.
— E o que posso fazer por você? – perguntou Pomba Colomba.
Pela primeira vez, a carta falou explicadinho:
— Eu sou uma carta de amor, eu quero chegar... ai, ai, ai!..., mas não sei o endereço! Fui escrita por ele... que está apaixonado por ela...
Ele escreveu, assinou, mas não sabia o endereço. Me leva, me ajuda Pomba Colomba?
A pomba pensou, ficando num pé só... não adiantou. A pomba pensou, virada de cabeça pra baixo... não adiantou.
— Como você não sabe o endereço, nem eu, vai ser difícil... Vou levar você pra quem? – perguntou Pomba Colomba.
— Pra ela! Pra ela! – berrou a carta, toda amassada, de tanto nervoso.
 Você me leva, e eu vou olhando... Quando a gente se encontrar com ela, eu aviso!
— E como é o nome dela? – perguntou nervosa Pomba Colomba, perdendo três penas de uma só vez.
— O nome dela é “Meu Amor”! – gritou a carta, pulando de desespero. Aí a pomba agarrou a carta, abriu as asas e resolveu virar pomba-correio e procurar a tal de “Meu amor”. A pomba voou, voou. Passou por um palácio todo cercado de goiabeiras. No jardim do palácio, tinha uma princesa.
— É ela a tal de “Meu Amor”? – perguntou a pomba.
— Não! Esta carta não tem nada a ver com goiabas ou princesas! – gemeu a carta.
A pomba continuou a voar, a voar. Passou por uma pastora.
— E ela? – perguntou a pomba.
— Não – respondeu a carta. E a pomba continuou voando, voando.
Passou um bicho com cara de onça, rabo de onça, pata de onça. Só podia ser onça... e era.
— É ela! – berrou a carta.
A pomba perguntou assustada:
— Mas o “Meu Amor” da carta é uma onça?
— É. Foi o onço que escreveu pra onça! – disse a carta.
— Morro de medo de onça! Vou largar você daqui mesmo! - disse a pomba.
A carta começou a chorar, dizendo:
— Não me largue do alto! Eu posso ser levada pelo vento e me perder! Não me largue do alto... Posso cair lá longe, dentro da boca de um jacaré... Me entregue lá embaixo, direto para a onça!
Pomba Colomba voando em círculos, olhava pra onça que olhava pra pomba e lambia os beiços.
Quando a pomba viu a língua da onça, teve um arrepio de medo e voltou voando, depressa, depressa, com a carta no bico.
De longe, a pomba ainda ouviu a onça dizer:
— G r r r r r r!
— Credo! Se eu soubesse que a carta era pra uma onçona dessas, cruz eu não tinha viajado! E pensar que perdi um dia inteiro por causa desta carta maluca! – disse a pomba.
E a carta acabou de novo na casa da pomba, chorando. Chorou durante uma semana inteirinha:
— Ai, ai, ai, quem me leva? Ui, ui, ui!
Aí a pomba resolveu: pegou um selo, colou bem calado na cara da carta e falou:
— Vai pelo correio, sua chata!

(Sylvia Orthof)Atividades de interpretação
1) Pomba Colomba embalou a carta e cantou uma cantiga para ela.
Cantiga é o mesmo que canção ou música.
2) Observe:
O que foi que aconteceu com você, carta chorona?

Chorona é a pessoa que chora muito.
Complete como no modelo:
a) Comilona é a pessoa que come muito.
b) Mandona é a pessoa que manda muito.
3) A carta da história que ouvimos diz:
Eu sou uma carta de amor, eu quero chegar... mas não sei o endereço!”
Escreva aqui o seu endereço:
Rua__________________________________________________________________Número__________
Bairro_____________________________________ Cidade:_____________________________________
Estado:___________________________________ CEP__________________________________________
(Resposta pessoal)
4) Que tipo de carta Pomba Colomba encontrou na cesta?
Ela encontrou uma carta de amor que chorava muito.
5) Por que a carta não conseguiu chegar ao destinatário?
Ela não sabia o endereço.
6) Para quem era a carta?
Para alguém que foi nomeada na carta de "Meu Amor".
7) O discurso direto consiste em transcrever textualmente a fala dos personagens. Transcreva um trecho em que o narrador emprega o discurso direto.
"— Será que eu vou saber cuidar de uma carta abandonada?"

8) Que sinal de pontuação foi utilizado para introduzir a fala dos personagens?
O travessão.

9) Que outro recurso pode ser utilizado para transcrever a fala de personagens?
As aspas.

10) Qual é o foco narrativo do texto:

a) narrador-personagem (1ª pessoa)
b) narrador-observador (3ª pessoa)
c) narrador-protagonista (1ª pessoa)

11) Para quem era a carta?
Para a onça.

12) Por  que  Pomba Colomba  ao encontrar o destinatário da carta não a entregou?
Porque ela morria de medo de onça.
13) De acordo com a carta qual era o nome do destinatário da carta?
"Meu Amor".
14) De que modo Pomba Colomba resolveu o problema da carta chorona?
Ela pegou um selo, colou bem calado na cara da carta  e a mandou pelo Correio.

Andreia Cristina da Silva. Bolsista Subprojeto PIBID - Curso de Licenciatura em Pedagogia - Universidade Estadual de Goiás (UEG) Câmpus Quirinópolis, Goiás. Fonte: Diário de Campo, 2014 a 2017. PIBID - Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência - CAPES - Brasil.
Coordenadora de Área: Andreia Cristina da Silva.