sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Lenda - A lenda dos diamantes

O que são lendas?
Lendas são narrativas transmitidas oralmente pelas pessoas, com a finalidade de explicar acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais, misturando fatos reais, com imaginários ou fantasiosos, e que vão se modificando através do imaginário popular.

À medida que vão se popularizando, as lendas tendem a ser reproduzidas e registradas em forma de contos e histórias escritas, principalmente em livros.


A palavra lenda,  etimologicamente, vem do latim medieval que quer dizer “aquilo que deve ser lido”.

A princípio, as lendas contavam histórias de santos, mas estes conceitos foram se transformando em histórias que falam da cultura de um povo e de suas tradições.

As lendas tentam fornecer explicações para todos os acontecimentos e situações, inclusive para coisas que não apresentam explicação científica comprovada, como, por exemplo, os supostos fenômenos sobrenaturais.

A lenda pode ser explicada como uma degeneração do mito, porque como são repassadas oralmente de geração a geração, vão com o passar do tempo sendo alteradas. Como diz o ditado popular: “quem conta um conto, aumenta um ponto”.

A origem das lendas é baseada em quatro teorias que tenta dar uma resposta: a Teoria Bíblica, com origem nas escrituras; Histórica, com origem a partir das diferentes mitologias, Alegórica, onde diz que todos os mitos são simbólicos, contendo somente alguma verdade moral ou filosófica; e Física, que usa os elementos da natureza como base de todo (água, fogo, terra e ar).





A LENDA DOS DIAMANTES


Antes, muito antes do ano de 1500, o Brasil chamava-se Pindorama e vivia à sombra de mil palmeiras.
Foi nessa época que o índio Oiti, valente entre os mais valentes, se despediu de Potira, sua esposa, e desceu o rio para dar combate a uma tribo inimiga.
Doze luas passaram-se sem que o moço guerreiro voltasse.
A linda Potira permaneceu sempre à beira do rio, com o olhar perdido no horizonte infinito, à espera do esposo.
E quando lhe veio a certeza de que não o veria mais, Potira chorou de saudades. Suas lágrimas misturaram-se com a areia da praia e Tupã transformou-as em diamantes.
E aí está a origem dessa pedra preciosa. Proveio de lágrimas de amor.

                                                                         (Nair Starling, Nossas Lendas, Ed. Francisco Alves)



 Prática de Oralidade
Ouvir, atentamente, a leitura oral da lenda feita pela professora.


 Prática de Leitura
Fazer a leitura oral do texto e, posteriormente, fazer a leitura silenciosa do texto para responder às questões de interpretação.

Vamos responder às questões:

1. Segundo a lenda, como se chamava o Brasil antes de 1500?



(   ) Potira

(   ) Tupã

(X) Pindorama


2. Quem criou o diamante?

 (X) Tupã
        (  ) Potira
        (  ) Oiti

3. Que acontecimento misterioso ou sobrenatural ocorreu na narrativa?

(  ) Oiti descer o rio.
(  ) Potira ficar à espera do marido.
(X) As lágrimas de Potira se misturarem com a areia e se  transformarem em diamante.

4. Quem são os personagens que aparecem na história?

(X) Oiti, Potira e Tupã.
(  ) Jaci, Iara, Curupira.
(  )  Potira, Jaci, Curupira.

5. Pindorama na língua indígena significa:

(  ) Terra dos diamantes
(  ) Terra dos índios
(X) Terra das palmeiras

6. Escreva uma frase para cada palavra em destaque abaixo:

  a) palmeiras 
  b) diamantes
  c) índio
  d) Brasil
  e) tribo
Resposta pessoal.

 Prática de Análise da Língua
Substantivo próprio é aquele que se aplica a determinado ser de um conjunto. Deve ser sempre escrito com letra maiúscula: Brasil, Pedro, São Paulo, Avenida Paulista.

7. Localize no texto:
A) Um substantivo próprio que se inicia com a letra B:

Brasil.

B) Um substantivo próprio que se inicia com a letra O:

Oiti.

C) Um substantivo próprio que se inicia com a letra P:

Potira, Pindorama.

D) Um substantivo próprio que se inicia com a letra T:

  Tupã.

Subprojeto PIBID - Curso de Licenciatura em Pedagogia - Universidade Estadual de Goiás (UEG), Câmpus Quirinópolis, Goiás. Fonte: Diário de Campo, 2018 a 2019. PIBID - Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência - CAPES - Brasil.





Projetos de Leitura - Doroteia, a centopeia




Projetos de Leitura - Doroteia, a centopeia


Este é um livro que não pode faltar na biblioteca da escola. Ele narra a história de uma centopeia chamada Doroteia que morava no canteiro de um jardim muito feliz com outros bichinhos. Porém, um dia ela apareceu triste e desanimada. O que teria acontecido?
Objetivos (para 3º, 4º e 5º ano do Ensino Fundamental)
- Ler em voz alta, com entonação adequada, observando a temporalidade e causalidade dos acontecimentos narrados.

- Localizar informações explícitas em texto literário.

- Localizar informações implícitas em texto literário.

- Ler, comparar e associar os gêneros em estudo, observando forma, conteúdo, estilo e função social.

- Reescrever, individualmente, o texto de acordo com as orientações dadas.

Objetivos (para 1º e 2º ano do Ensino Fundamental)

Ouvir a leitura do livro feita pelo professor;

- Recontar a história ouvida;

- Reescrever, coletivamente, o texto de acordo com as orientações dadas.

- Dramatizar o livro Doroteia, a centopeia.

Prática de Oralidade

- Leitura oral do texto feita pela professora e/ou pelos alunos.

- Reconto oral da história lida;

Prática de Leitura

1. Quem era Doroteia?
Uma centopeia que morava no jardim.

2. Como andava Doroteia ultimamente?
Ela estava reclamando muito.

3. Corrija as frases de acordo com os fatos narrados no texto:

a) Alguns amigos de Doroteia nem ligaram.
Todos os amigos de Doroteia estavam preocupados.

b) Ninguém descobria, mas todos adivinhavam o que Doroteia tinha.
Ninguém descobria, ninguém adivinhava o que Doroteia tinha.

c) Doroteia queria ver os amigos.
Doroteia não queria ver os amigos.

d) Ela usa sapatos novos que fizeram calos nos seus pés.
Ela usa os sapatos que botou no dia em que aprendeu a andar. 

e) Ela anda de bom humor.
Ela anda de mau humor.

4. Indique o personagem que está falando nos diálogos abaixo:

a) "— O sorriso dela era tão doce, mas ela não sorri mais."
A abelha Zizi.

b) "— Quem sabe se ela não está doente?"
A Joaninha.

c) "— Ela anda de mau humor."
A formiga Tita.

5. Qual foi a atitude dos amigos de Doroteia para resolver o problema?
Eles resolveram chamar um médico.

6. O que o doutor Caracol disse quando Doroteia mostrou a língua e fez careta?
O médico respondeu:
— Obrigado, assim posso examinar melhor.

7. Como ela se sentiu?
Ela ficou envergonhada.

8. Por que Doroteia ficou doente?
Doroteia ficou doente porque usava sapatos apertados.

9. Em sua opinião, Doroteia tinha razão para estar mal-humorada? Por quê?
Resposta pessoal.

10. O que o médico receitou para resolver o problema de Doroteia?
O médico receitou sapatos novos.

11. Alguma vez você já usou sapatos apertados? Conte como foi?
Resposta pessoal.

Prática de Escrita

Você já descobriu o motivo pelo qual a Doroteia andava mal-humorada. Agora invente a continuação dessa história. Pense: o que poderia ter acontecido com ela na hora de comprar sapatos novos? Como Doroteia vai se sair usando os sapatos novos? A receita do doutor funcionou ou ela acabou ficando com mais calos nos pés?

Vocabulário

Pesquise no dicionário o significado das seguintes palavras:
a) canteiro: porção de terra, ordinariamente retangular, para flores ou hortaliças, ou para viveiro de plantas.

b) resmungar: pronunciar confusamente, por entre dentes e com mau humor.

c) implicava: hostilizava

d) careta: contração do rosto

e) esquisito: estranho

Prática de Análise da Língua
Antônimo  é uma palavra que tem significado contrário ao da outra.
Veja alguns exemplos:

A casa era grande.

A casa era pequena.

A palavra pequena tem sentido contrário ao da palavra grande.

A palavra pequena é antônimo de grande.

Nos trechos extraídos do texto, substitua as palavras em destaque pelos seus respectivos antônimos.

a) “Muitos insetos barulhentos e quietos.
Muitos insetos silenciosos e agitados.

b) “Todos muito ocupados. E muito amigos...”
Todos muito ociosos. E muito inimigos.

c) “Quando acabava o dia.”
Quando acabava a noite.

d) Era Doroteia, a centopeia, que antes era bem alegre e agora só sabia resmungar. Gemia e reclamava.
Era Doroteia, a centopeia, que depois era bem triste e agora só sabia resmungar. Gemia e reclamava.

e) “Ele logo abriu a maleta:...”
Ele logo fechou a maleta.

Doroteia a Centopeia
    Todo dia parecia festa no canteiro do jardim.
     Muitas flores, de muitas cores.
     Muitos insetos barulhentos e quietos.
     Formigas, abelhas, besourinhos, borboletas, grilos, num corre-corre, num pula-pula, num voa-voa, prá lá, prá cá.
     É verdade que muitos estavam trabalhando, não viviam só brincando. Formigas carregavam folhas, abelhas faziam mel, aranhas teciam teias, minhocas cavavam túneis.
     Todos muito ocupados. E muito amigos...
     Quando acabava o dia, todo mundo se reunia.
     E era cada brincadeira, cada conversa, cada risada...
     Mas um dos bichinhos andava muito esquisito ultimamente.
     Era Doroteia, a centopeia, que antes era bem alegre e agora só sabia resmungar.
     Gemia e reclamava. Implicava e sumia. 
     Não queria ver os amigos. Não queria saber de ninguém.                                  E todos se preocupavam:
     — Que será que ela tem?
     Mas ninguém descobria. Mas ninguém adivinhava.
    — Ela anda de mau humor – disse a formiga Tita.
    — O sorriso dela era tão doce – disse a abelha Zizi –, mas ela não sorri mais.
    — Quem sabe se ela não está doente? – perguntou a Joaninha.
     E todos gritaram:
   — Isso mesmo! Vamos chamar um médico.
     Veio o médico. O famoso doutor Caracol, aluno do doutor Caramujo,  médico mais famoso ainda.
   Quando ele chegou perto, Doroteia botou a língua de fora e fez careta.
    Ele logo abriu a maleta:
    — Obrigado, assim posso examinar melhor.
      Ela ficou envergonhada e parou de ser malcriada.
      Todos os amigos de Doroteia estavam preocupados e queriam notícias dela. Doutor Caracol explicou:
      — Topadas com os pés da frente dos dois lados. Unha encravada no pé número 18 do lado esquerdo e no 27 do lado direito. Calos nuns 35 pés do lado direito e nuns 42 do outro lado.
      — Que horror! Coitadinha! E por quê?
      — Sapatos apertados. Ela até hoje usa os sapatos que botou no dia em que aprendeu a andar. Já deixei com ela a receita de sapatos novos. Bem até logo.
      E foi embora.

MACHADO, Ana Maria. Coleção Batutinha.

 Subprojeto PIBID - Curso de Licenciatura em Pedagogia - Universidade Estadual de Goiás (UEG) Câmpus Quirinópolis, Goiás. Fonte: Diário de Campo, 2014. PIBID - Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência - CAPES - Brasil. Coordenadora de Área: Andreia Cristina da Silva.



Conto Popular - O caboclo, o padre e o estudante

 O caboclo, o padre e o estudante
Um estudante e um padre viajavam pelo sertão, tendo como bagageiro um caboclo. Deram-lhe numa casa um pequeno queijo de cabra. Não sabendo como dividi-lo, mesmo porque chegaria um pequenino pedaço para cada um, o padre resolveu que todos dormissem e o queijo seria daquele que tivesse, durante a noite, o sonho mais bonito, pensando engabelar todos com os seus recursos oratórios. Todos aceitaram e foram dormir. À noite, o caboclo acordou, foi ao queijo e comeu-o. 
Pela manhã, os três sentaram à mesa para tomar café e cada qual teve de contar o seu sonho. O frade disse ter sonhado com a escada de Jacob e descreveu-a brilhantemente. Por ela, ele subia triunfalmente para o céu. O estudante, então, narrou que sonhara já dentro do céu à espera do padre que subia. O caboclo sorriu e falou:
- Eu sonhei que via seu padre subindo a escada e seu doutor lá dentro do céu, rodeado de amigos. Eu ficava na terra e gritava:
- Seu doutor, seu padre, o queijo! Vosmincês esqueceram o queijo. 
Então, vosmincês respondiam de longe, do céu:
- Come o queijo, caboclo! Come o queijo, caboclo! Nós estamos no céu, não queremos queijo. 
O sonho foi tão forte que eu pensei que era verdade, levantei-me, enquanto vosmincês dormiam, e comi o queijo...

(Luís da Câmara Cascudo)

Prática de Leitura

1. Qual é o conflito dessa narrativa?
A proposta feita pelo padre de que o queijo seria de quem contasse o sonho mais bonito.

2. Em que local se passa a narrativa?
No sertão.

3. Qual é a intenção do  padre ao propor que o ganhador do queijo fosse o que tivesse o sonho mais lindo durante a noite?
Ele acreditava que iria ganhar o queijo porque era o melhor orador entre o grupo.

4. Os personagens desse conto  podem ser considerados personagens-tipo? Justifique sua resposta.
Sim, pois representam uma coletividade, um grupo.  Os personagens-tipo são conhecidos por suas características principais ou profissões e não recebem nome próprio. Nos contos de tradição popular é comum a presença de personagens-tipo.

5. O que o padre e o estudante representam? E o caboclo?
O padre e o estudante representam as pessoas que possuem instrução, conhecimento. O caboclo representa uma pessoa com pouca instrução, porém esperta.

6. Que comparação é possível fazer entre o caboclo, personagem desse conto, e Pedro Malasarte?
Ambos representam o caboclo sem instrução, porém são muito espertos.

7) Releia o primeiro parágrafo e indique o tipo de narrador do texto.
 O narrador é de terceira pessoa, onisciente, pois relata o pensamento do padre que queira engabelar o caboclo e o estudante.

8) discurso direto é a reprodução de maneira direta da fala das personagens, ou seja, a reprodução integral e literal, introduzida por travessão. Transcreva um trecho em discurso direto.
"- Eu sonhei que via seu padre subindo a escada e seu doutor lá dentro do céu, rodeado de amigos. [...]"

Prática de Escrita
Imagine que você participasse dessa trama – que sonho contaria para poder ganhar o queijo? Em seu caderno, produza um pequeno texto, detalhando esse sonho. Depois de pronto, leia–o para a turma. Em seguida, vocês irão eleger o melhor sonho. Quem ganhará o queijo.


Curso de Licenciatura em Pedagogia - Universidade Estadual de Goiás (UEG) Câmpus Quirinópolis, Goiás. Fonte: Reunião de Estudo. PIBID - Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência - CAPES - Brasil.  Coordenadora de Área: Andreia Cristina da Silva.

Poema - Leite, pão e mel

Leite, pão e mel
O mel que derrete na boca,
feito um pedaço de céu,
é a abelha quem faz,
silenciosa e trabalhadeira.
O leite o homem tira da vaca
e com ele faz manteiga e nata.
O pão é o milagre do trigo
que a terra dá de presente,
é só plantar a semente.
Parece tudo tão fácil que a gente
fica pensando:
como é que tem tanta criança
no mundo passando fome.

Roseana Murray. No mundo da lua. Belo Horizonte: Miguilim, 1985.

Estudo do texto

1) Com base na leitura desse texto é correto afirmar que ele tem por objetivo:
(a) Criticar a exploração do trabalho escravo no campo.
(b) Defender os direitos do homem na terra.
(c) Refletir sobre o problema da fome no mundo.
(d) Mostrar o conflito do homem no campo.

2) No verso “O mel que derrete na boca...”,  qual é o sinônimo da palavra grifada:
(a) quebra.      
(b) dissolve.
(c) gruda.   
(d) arde.

3) O adjetivo é a classe de palavras que atribui características aos seres e objetos. Releia o início do poema e indique quais são as características da abelha.
Silenciosa e trabalhadeira.

4) No verso “O pão é o milagre do trigo”. Indique o significado da palavra grifada:
(a) fato cientificamente comprovado.
(b) fato extraordinário que não pode ser explicado pelas leis naturais.
(c) fato comum na vida das pessoas.
(d) fato real e objetivo.
5) Palavras antônimas são aquelas que apresentam um significado contrário, por exemplo, o antônimo de belo é feio. Apresente um antônimo para as palavras abaixo destacadas do poema:
 a) silenciosa: barulhenta
 b) trabalhadeira: preguiçosa
 c) fácil: difícil

6) Palavras sinônimas são aquelas que apresentam um significado semelhante, por exemplo, o sinônimo de belo é bonito. Apresente um sinônimo para as palavras abaixo destacadas do poema:

a) fome: penúria, miséria, necessidade de comer
b) derrete: dissolve
c) fatia: pedaço
7) Que alimentos não podem faltar a uma criança?
Resposta pessoal.
Subprojeto PIBID - Curso de Licenciatura em Pedagogia - Universidade Estadual de Goiás (UEG), Câmpus Quirinópolis, Goiás. Fonte: Diário de Campo, 2018 a 2019. PIBID - Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência - CAPES - Brasil.


sábado, 4 de janeiro de 2020

Carta Pessoal - A carta e o índio

Carta Pessoal

carta ou correspondência está entre os mais aplicados na comunicação do cotidiano.
A principal característica desse gênero textual é a existência de um emissor (remetente) e um receptor (destinatário).
Com a tecnologia, a carta passou por um processo de adaptação na forma de transmissão que deixou de ocorrer somente em papel e assumiu o meio eletrônico.
Na atualidade, a forma de transmissão mais utilizada para a carta é o e-mail (electronic-mail - correio eletrônico).
Há três tipos básicos de carta, independente da maneira como será transmitida: a correspondência oficial e a correspondência comercial e a correspondência pessoal.

 A Carta Pessoal

As cartas pessoais não seguem um modelo pronto. Nelas, o texto reflete as intenções do remente ao destinatário. Ainda assim, a coerência textual é recomendável como forma de clareza à mensagem enviada.
Quando enviadas pelo correio físico - em papel – esse tipo de carta exibe no topo a data em que foi escrita (saudação inicial) e o selo da empresa a data do despacho. Essa forma de envio, porém, é pouco utilizada atualmente.
Enviada por e-mail, a carta pessoal já traz no topo a data em detalhes, inclusive o horário de envio. E o corpo do texto é inserido no espaço padrão do programa onde é escrito. Os programas também facilitam o armazenamento da mensagem.

Os elementos da carta pessoal são:
- Cabeçalho (local e data). Exemplo: Quirinópolis, 14 de outubro de 2016.
- Vocativo (saudação inicial). Exemplo: Querido amigo Rafael; Cara Marcela; Querida Mamãe; etc.
- Assunto (mensagem da carta); 
-  Frase cordial de despedida. Exemplo: Com carinho. Carinhosamente; Com amor, etc.
- Assinatura.

Obs.: para que a carta possa ser enviada pelo Correio é necessário ter o endereço completo do destinatário e o número do CEP.
CEP: Código de Endereçamento Postal.

A carta e o índio


    Um fazendeiro incumbiu a um índio, ainda não de todo civilizado que fosse levar dez belas frutas a um amigo. Sobre elas colocou uma carta.
     No caminho o índio teve vontade de comer uma das frutas. E não se conteve: comeu-a!
     Ao receber o presente, o amigo do fazendeiro disse ao índio:
    __ Você comeu uma das frutas?
    __ Eu?
    __ Sim. Está faltando uma.
   __ Como é que o senhor sabe?
    __ Ora, essa! Pela carta.
    O índio não tinha a menor ideia de como a gente pode registrar as ideias pela escrita, e desse modo transmiti-las aos outros.
    Por isso, olhou com admiração a folha de papel que o outro lhe exibia e disse:
  __ Ah! Isso conta o que a gente faz?... Eu não sabia!
     Uma semana depois, o índio foi de novo encarregado de levar um cesto de frutas ao mesmo homem. Levava também uma carta.
     No meio do caminho, pousou a cesta no chão e, pegando na carta, disse:
  __ Deixe estar, bicho mexeriqueiro, contador do que a gente faz! Agora você não há de ver o que vou fazer para contar aos outros!
      Dito isto, sentou-se sobre o envelope. Comeu três das frutas e atirou longe as cascas e os caroços. Então, levantou-se, pôs a carta no lugar e continuou no caminho.
Mas coitado! Mal chega a casa do amigo do fazendeiro, o mesmo lhe pergunta:
  __ Então... estavam boas as frutas?
  __ Não sei, não senhor!
  __ Como, não sabe?... Pois comeu três delas?
Vendo-se apanhado em falta, o índio muito sem jeito, confessou:
__ Comi, sim senhor. O senhor me desculpe... Mas... eu só queria saber como foi que o senhor descobriu...
  __ É boa! Pela carta!
 __ Não pode ser, não senhor! Está brincando comigo, porque desta vez eu me sentei em cima dela e ela não viu nada...
     O homem sorriu daquela simplicidade, e o índio pôs-se a pensar no caso. Embora não compreendendo  tudo perfeitamente começou a perceber que os sinais escritos deviam servir para transmitir um recado.

VIANA, Francisco – adaptação de Altino Martinez. Leitura Teatralizada. São Paulo: Ed. Clássico Científica, p. 67




Interpretação do Texto:
1) O foco narrativo do texto é:
a) (   ) Narrador personagem (1ª pessoa)
b) (X) Narrador observador (3ª pessoa)
c) (   ) Narrador protagonista (1ª pessoa)

2) “E não se conteve: comeu-a!” A que se refere o termo destacado:
a) (   ) à carta
b) (Xa uma das frutas
c) (    ) à gula
d) (    ) à vontade de experimentar as frutas

3) Sobre o texto, quais são as opções corretas
(   ) I- O índio era sagaz e por isso comeu as frutas.
(X) II- O homem entendeu a ingenuidade do índio.
(X) III- O índio estava certo de que, sentando sob a carta, não teria problemas.
(   ) IV – O índio comeu as frutas sabendo que a carta informaria o homem sobre esse fato.

4) Quais são os personagens do texto?
O fazendeiro, o índio e o amigo.

 5) A atitude do índio de comer as frutas ocorreu porque ele:
a) (X) desconhece a função da escrita.
b) (     ) é muito esperto.
c) (     ) é muito guloso.
d) (     ) sente prazer em enganar os outros.

O travessão
 Traço bem maior que o hífen, o travessão costuma ser empregado nas seguintes situações: 1) No discurso direto, para indicar a fala da personagem ou a mudança de interlocutor nos diálogos.
 
Usamos o travessão nos seguintes casos:

1.
 Iniciar a fala de uma personagem:



Exemplo: A menina enfim disse:
__ Mamãe, estou com muita fome!

2. Indicar mudança de interlocutor em um diálogo:
__ Vou estudar para a prova de Matemática.__ Estudarei também, pois preciso de notas altas para ser aprovado.

3. Para enfatizar alguma palavra ou expressão em um texto ou em substituição à vírgula:

a) O filme Frozen: uma aventura congelante __ sucesso de crítica __ foi aclamado como uma das melhores produções de 2014.
b) Cora Coralina  __ escritora goiana __ foi também uma grande doceira.

6. No texto A carta e o índio explique com que finalidade o travessão foi empregado. Exemplifique.


Prática de Escrita
 Proposta de Produção Textual 1
Com a orientação do seu professor escreva uma carta para o índio explicando-lhe qual é a finalidade da carta.

  Proposta de Produção Textual 2
 Com a orientação do seu professor escreva uma carta para um amigo informando-lhe sobre uma viagem que você pretende fazer para a cidade do Rio de Janeiro nas férias de julho. 


Subprojeto PIBID - Curso de Licenciatura em Pedagogia - Universidade Estadual de Goiás (UEG), Câmpus Quirinópolis, Goiás. Fonte: Diário de Campo, 2018 a 2019. PIBID - Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência - CAPES - Brasil.